quarta-feira, 15 de março de 2017

Borboleta




Eu vi a borboleta
morrendo lentamente.
Vi a agonia suave das asas
tremulas...
Sua morte silenciosa
no jardim.
Eu vi  a morte escura e densa surgir...
E eu quis olhar. 
Não me deixei distrair pelos pássaros.
Não cheirei as flores.
Não brinquei com as joaninhas.
Mas também não sei precisar
quanto tempo se passou...
Sei que havia alguma melodia
no vento...
A vida se esvaiu.
Um par de asas jazia inerte 
há poucos segundos
quando as formigas
 destroçaram a carcaça.

A morte gigante monstruosa
Foi devorada pelas formigas..
E a vida continuou no jardim.