sábado, 25 de março de 2017

Que farei eu desta morte que me habita?
Até quando beberei do sangue que escorre dos meus lábios feridos?
A noite escura envolveu-me a alma. 
Sou tristeza.

Era uma menina
Que morava na escuridão
Uma menina
Perdida na solidão.
Olhai pra ela
Que perdida esta
Corre feito louca
Onde irá parar?

Partiu-se ao meio
E o vento levou
Era uma menina
Seu nome era Amor...

Sangro pela fenda
Partida
Da xícara de café
Amargo
Que você me serviu
Frio....
Sempre frio...

A faca em chamas
Transpassou meu peito
Pensou que me feria
Mas meu coração
há muito
já não batia....

Quero beber no seu beijo
O amargo veneno
A me matar
Quero a saudade doida
Abrir a ferida
E por ela chorar....

Fantasma da ópera

O mascarado que segura-me pelo pescoço
com mãos invisíveis e faz minha respiração parar.
Este, que não vejo, mas me domina absoluto.
O fantasma que caminha pela parede
e nas madrugadas entra sorrateiramente em minha cama. 
Este ente que me possui,
que arranca suspiros, gemidos e,
misteriosamente como chega, se vai.
Faz-me pássaro sem voo.
Faz-me canto. Me encanta.
Cobre teu rosto disforme.
Cobre-me de beijos, pois desejo-te assim como és.
Tua voz é a escuridão que minha solidão que ouvir.

Angel.